Avaliar nunca foi, nem será uma tarefa fácil

 

“… avaliar é dinamizar oportunidades de ação-reflexão, num acompanhamento permanente do professor e este deve propiciar ao aluno no seu processo de aprendizagem, reflexões acerca do mundo, formando seres críticos livres e participativos na construção de verdades formuladas e reformuladas”(…) Hoffmann (2000). Se avaliar é sinónimo de melhorar, esta melhoria refere-se ao aluno, ao currículo, ao professor e, em definitivo... à ESCOLA.

Um professor deve ser bom observador, reflexivo, humilde, bom ouvinte, paciente, inovador, etc. Provavelmente, serão muito poucos professores que apresentam todas estas características. Na verdade, o ser humano não é perfeito nem o professor é um ser detentor de todo o saber, contudo, a pior atitude de um professor não implica não possuir algumas das características atrás mencionadas, mas sim assumir que ele é o único detentor da verdade.

Cabe ao professore criar desafios, incentivar o raciocínio dos seus alunos, fazê-los interessar pelo estudo e incutir a acumulação de novos conhecimentos. Tal como diz o provérbio chinês “Se deres um peixe a um homem, ele alimentar-se-á uma vez; se o ensinares a pescar, alimentar-se-á durante toda a vida”.

Um outro fator que é deveras relevante é a forma como avaliamos os nossos alunos. A tendência, quando avaliamos é dar ênfase àquelas competências que o aluno ainda não adquiriu ou a aspetos em que o aluno falhou. Temos de aprender a dar valor aos alunos, não julgá-los constantemente incutindo neles a frustração, a falta de autoestima, o desânimo face à aprendizagem. Devemos sim, tentar compreende-los, contornar o problema, encorajá-los e jamais desistir de apoiá-los.

Na verdade, podemos considerar que não existem de facto erros, apenas lições. O crescimento é um processo de tentativas e erros e só experimentando é que realmente aprendemos. As experiências que poderão não dar certo fazem parte do processo de aprendizagem tal como as bem sucedidas.

Não quer dizer que tudo dependa do professor, de maneira alguma! De facto nem sempre o professor encontra do outro lado alunos que estejam em sintonia com as suas visões e anseios. Existem muitas mentalidades que precisam de ser esculpidas de forma a melhorar a aquisição de conhecimentos. O professor não é o salva vidas da educação, cabe também ao próprio aluno investir no seu Eu, na avaliação do seu próprio conhecimento (autoconhecimento), processo esse que o ajudará na forma como futuramente enfrentará situações problemáticas da sua vida, não só a nível de aplicação de conhecimentos que foram apreendidos, mas também na construção da sua própria personalidade.

O professor assume um papel preponderante na forma como encara o processo de ensino aprendizagem, nos instrumentos que utiliza, na forma como avalia e na forma como deixa transparecer essa avaliação.

Professora Paula Tomaz

http://portfolioformacaopaulatomaz.blogspot.pt